Segunda Filosófica

Hoje estou com o tema aceitação em mente... Uma espécie de nuvem que esta pairando sem ter concreticidade. Talvez porque fazer análise seja uma forma de trabalhar o que preciso aceitar em mim e, o que preciso deixar ir.
E, segunda feira, é dia de analista... Aí sempre fico meio pensativa durante o resto do dia...
-Estou mentindo! Não sobre a analista, nem sobre o dia, mas minto sobre ficar pensativa apenas depois da análise... Eu sempre sou uma pessoa pensativa e, pior, sou a pensativa que nem gosta tanto assim de pensar! É um paradoxo! Uma verdadeira "sofrência", uma guerra interna entre querer, almejar o silêncio e viver o verdadeiro caos.
Por isso estou às vezesperas de tatuar: Existe vida no caos.
Eu deveria complementar com: - Mas, pode haver uma vida mais tranquila na ordem.
Já me perdi!
Voltando ao início... Voltando à aceitação!
Eu não preciso aceitar ninguém! A pessoa precisa se aceitar e, não eu e nem ninguém...
-Que mania imbecil que temos de ficar julgando no outro no que concordamos ou não! Sendo que deviamos estar mais preocupados em olharmos para o abismo de nós mesmos! Olhar para nós e termos à coragem de enxergar a balburdia que é o nosso interno!
É uma busca interessante, a de conseguir enxergar dentro e, quem sabe, depois, olhar para fora…Ter a capacidade de ver o cenário por inteiro. Pois olhar e ver somente o lado de fora é ver parte do cenário... Precisamos ter a verdadeira perspicácia de quem somos para poder enxergara vida sem tabu, sem enquadramento, sem o retrato perfeito.
Sendo ele colorido ou em branco e preto.
Aprender a, só, olhar... A vida... E, tentar, às vezes, sentir-me vista… As vezes, a gente se perde no apenas olhar, cuidar e se entregar e, esquece como é bom também ser olhada, acarinhada... A correria do dia a dia faz com que as pequenas coisas simplesmente fiquem esquecidas, mas não são pequenas. O cotidiano importa, o dia a dia importa.
É indispensável termos a ousadia de rir da gente mesmo e, muitas vezes,
deixar que riam também... O mundo está precisando de um pouco mais de graça
Sem transformár em ofensa ou ameaça. É deixar que a vida flua, siga seu ritmo... Não que vai ser uma grande palhaçada, pois tir de tudo é desespero (já dizia a música). Mas, deixar que as coisas sejam mais leves, dando menos peso ao caos que nos cerca.
Quero tentar nesta segudna feira olhar o mundo, tentando permitir que ele me olhe de volta!


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